quinta-feira, 19 de setembro de 2013





Redes de Aprendizagem

Cultura Jovem




Eles se acham engraçados e originais. Confiam em si mesmos e desconfiam dos políticos até a ponta do cordão cuidadosamente desamarrado do tênis. Querem terminar os estudos, ter sucesso na carreira. O dinheiro não é tudo, mas contam com uma vida confortável, uma boa casa, uma família feliz. Adoram televisão, ouvem pirâmides intermináveis de cds, saem muito com os amigos. Não estão com cabeça para reflexões filosóficas. Usam jeans e camiseta, bem descontraídos e de preferência com boas etiquetas. Devoram hamburgers e dedilham computadores com presteza.
Qualquer pessoa pode identificar nessas condições um retrato dos jovens que inundam os shoppings e engarrafam o trânsito na saída de colégios de classe média e estará certa. Jovens brasileiros? Acrescentem-se à lista americanos de todas as origens étnicas e homogêneos tailandeses, argentinos, egípcios e franceses, russinhos para os quais o comunismo não é mais nem um retrato na parede, coreanos expeditos, ingleses, alemães. O planeta teen, com todas as diferenças nacionais, é hoje extraordinariamente parecido, numa escala como já mais se viu antes.
Pela primeira vez na História da Humanidade, existe uma geração que, em escala planetária, sob o bombardeio de uma onipresente indústria cultural e com extraordinário acesso à informação, sente, ouve e vê as mesmas coisas.
A globalização se dá sob o arrasador poder de fogo da cultura americana. Feche os olhos e tente imaginar a quantidade de jovens que, neste exato momento, em todo o planeta, estão ouvindo a banda Green Day, pensando em dar uma volta para comer um Big Mac ou comentando o filme Pulp Fiction. Os jovens de classe média alta demonstram uma impressionante unanimidade de aspirações. Não estão interessados em expressar rebeldia nem em deflagrar movimentos de contestação. A preocupação com o meio ambiente, martelada desde a infância nas cabecinhas desta geração, não consta da lista de prioridades nem de 50% dos adolescentes.
Independentemente da latitude em que vive o jovem global é dono de uma autoconfiança que beira a arrogância. O jovem tem muita confiança no seu potencial, isso é bom porque lhe dá mais força para lutar por suas metas.
 Essa auto confiança quase delirante, é agora acompanhada por uma marcante preocupação com a morte. O banditismo nas grandes cidades e os vírus letais assombram cada vez mais as cabecinhas em formação, em meio a um clipe do Cranberries e a uma jogada sensacional do Shaquille O`Neal. Entre as preocupações mais intensas relacionadas ao assunto, registradas no total, estão a saúde dos pais, a própria, a AIDS e, principalmente, perder quem ama.
Na década de sessenta, os pais do jovem global provavelmente não acreditavam em ninguém com mais de trinta anos. Mas agora a história é outra: os filhos mostram que o conflito de gerações passa por uma fase de baixa intensidade.
O que os adolescentes mais gostam de fazer é saudável, positivo. Seja rap ou funk, seja jazz, samba ou axé music, qual for o tipo de música, só faz bem. O único mal que a música pode causar é provocar alguma deficiência ou uma diminuição da capacidade auditiva, porém só se ouvida muito alta, excessivamente alta e por muito tempo.


                        Atividade 2.1- Mapeamentos Iniciais


Nas experiências e diálogos com outros educadores e pais, quais comentários são comuns a cerca da cultura jovem, permeada por tecnologias?
São comuns os comentários que os jovens estão ficando cada vez mais ociosos pois ficam na frente do computador a maior parte do tempo, tem muitos amigos virtuais e poucos amigos reais, perdem a noção do tempo quando estão interagindo com as tecnologias...
Em contrapartida também há comentários que o jovem tem maior facilidade em manusear as tecnologias, possuem uma gama de informações a disposição em tempo real, conseguem se comunicar rapidamente.

Vocês também percebem preconceitos e estereótipos depreciativos?
Sim, pessoas que dominam as tecnologias e dedicam uma grande parte do seu tempo nessa área são rotuladas como “nerds”, e isso pode ser um motivo de vergonha para os jovens.

Em contraste, quais virtudes das novas gerações também aparecem nos diálogos?
Esses jovens são criativos e bem humorados, basta observarmos uma infinidade de vídeos na internet e outras criações que dependem das tecnologias.
São inteligentes, apresentam facilidade em manusear as novas tecnologias.
  

Nenhum comentário:

Postar um comentário